Secretaria de Saúde abre campanha Outubro Rosa em Campina Grande

A campanha Outubro Rosa foi oficialmente aberta em Campina Grande na tarde desta segunda-feira, 2. O evento de abertura foi realizado na Sala Paulo Pontes do Teatro Municipal Severino Cabral com uma roda de conversa com mulheres que já tiveram o câncer de mama e profissionais de saúde. No público, mulheres de várias comunidades tiraram dúvidas sobre o tema.

A campanha este ano tem como objetivo conscientizar as mulheres a partir dos 50 anos de idade que nunca fizeram o exame de mamografia para detecção do câncer. Por isso, dezenas de mulheres nessa faixa etária de programas da Secretaria Municipal de Assistência Social participaram da roda de conversas.

A madrinha da campanha e primeira-dama, Micheline Rodrigues, abriu a programação ao lado do prefeito Romero Rodrigues. Ela destacou a importância do Centro de Imagens do Hospital Municipal Pedro I para o diagnóstico de novos casos de câncer de mama na cidade.

“O serviço do Pedro I foi de fundamental importância para que chegássemos até aqui porque hoje não temos mais fila de espera para mamografia. As mulheres que fazem o exame no hospital e é diagnosticada a suspeita já ficam na unidade para maiores exames, consulta com mastologista e encaminhamento para tratamento”, disse Micheline.

Desde 2013, quando a campanha começou a ser realizada em Campina Grande, a Secretaria de Saúde tem registrado aumentos no número de exames na cidade. Entre os anos de 2008 e 2012 foram realizadas mais de 54 mil mamografias. Entre 2013 e 2017, já foram 79 mil exames.

“O Outubro Rosa é essencial para esse resultado. Por isso, este ano, estamos ampliando nossa capacidade de mamografias. Além do Hospital Pedro I, que tem dois mamógrafos, contratamos mais três prestadores com equipamentos. Temos capacidade para fazer 2 mil mamografias somente este mês”, disse a Secretária Municipal de Saúde, Luzia Pinto.

A Secretária garantiu que todas as mulheres que procurarem as unidades de saúde terão encaminhamento para a mamografia e está assegurada a realização do exame. Ela ainda destacou que em 2017 devem ser realizadas 140 cirurgias de câncer de mama, o que representa quase o dobro dos anos anteriores.

A educadora Kaline Késia tem 27 anos de idade e está com câncer de mama. Ela deu um depoimento emocionado para as mulheres da plateia.

“Apesar da minha idade, tive o câncer, mas não posso desistir. Sou jovem, tenho muito a viver pela frente e vou vencer a doença. O conselho que dou é que procurem atendimento médico cedo para se for o caso de ter câncer, que ele seja diagnosticado cedo, porque isso aumenta as chances de cura”, relatou.

Para garantir os serviços e mobilizar o público, várias ações serão realizadas até o fim do mês, como mutirões de consultas, exames e cirurgias no Pedro I, na FAP e no Hospital Universitário. Tem ainda as ações nas Unidades Básicas e Centros de Saúde, tendas e serviços em praças e feiras, Simpósio Rosa, Dia da Servidora, Caminhada e Sarau Rosa.

Desde 2013, quando a campanha começou a ser realizada, o número de exames e cirurgias vem aumentando. Entre os anos de 2009 e 2012 foram realizadas 54 mil cirurgias e entre 2013 e 2017, mesmo sem ano ter terminado ainda, já são 74 mil, ou seja, um aumento de 49%.

O Pedro I, que foi municipalizado em 2013, ganhou dois novos mamógrafos e a implantação do Sistema de Regulação III, que está em execução, deve agilizar as marcações dos exames.

Fonte: PBN/Codecom-CG

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